24 de março de 2009

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Ele pedia "Fica" numa meia-voz serena de quem tem toda e qualquer paz; numa meia-voz rouca, carinhosa, conhecida de outros dias; de noites ardentes, febris. Ele pedia e olhava, em cada gesto. Ele usou seu corpo de barreira. Ela então tentou passar, não por ele, mas pela barreira quase intransponível que era seu amor desmedido. Essa que a impedia e a rasgava de dor, a cada passo a cada tentativa de seguir em frente. Engasgada pelas lágrimas dizia que tinha que ir, porque o fim havia se tornado inevitável. Ele pedia "Fica", com ares de quem perde os sentidos e pende nas pontas de seus próprios sentimentos. As palavras saiam de sua boca, confusas, às vezes carinhosas, outras ríspidas. Ele dizia “Fica” e em seguida, “Então vá”, e nesse momento usava novamente seu corpo como barreira.
Ela tentou ir... Tentou... Mas duvidou! Como iria partir separando corpo e alma?
Que pena não ter percebido... O Corpo permaneceu lá, e até sorriu... Mas a alma essa se foi, assustada, magoada e levando marcas difíceis de apagar!
Moça ponha um band-aid gigante na alma, e espere (não desespere) o amanhã vai chegar.
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Hoje, minha rebeldia te cansa. Minha personalidade forte te irrita. E quando me calo, até meu silêncio te enfurece.

3 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto eu pedia "Fica" numa meia-voz serena de quem não tem nenhuma pretensão em ter qualquer paz; numa meia-voz rouca, quiçá carinhosa, conhecida de outros dias; de noites ardentes, febris. Eu pedia e olhava, em cada gesto. usei meu corpo de barreira. Ela então tentou passar por mim, como se eu fosse uma barreira suscetível. Só enxegava sua própria dor, a cada passo a cada tentativa de seguir em frente com lágrimas fáceis dissimulava que tinha que ir, porque o fim havia se tornado inevitável. Eu pedia "Fica", com ares de sobriedade e sentimentos de sobra. As palavras saiam de minha boca, ora confusas, ora carinhosas, noutras duras, sérias e coerentes. Eu dizia “Fica” e em seguida, “Então vá”, e nesse momento usava novamente meu corpo ou minha persuasão como barreira.Ela tentou ir... Tentou... Mas titubeou! Como iria partir separando corpo e alma?

Que pena nunca percebe nada além de suas próprias emoções efêmeras, seu gênio difícil de menina mimada e seu extremo egoísmo e arrogância ... O Corpo permaneceu lá, e até fingiu sorroso... Mas a alma essa continuou confusa, assustada consigo mesma, levando marcas difíceis de disfarçar!

Quando não quer emendar-se não há band-aid que dê jeito, e esperar pelo amanhã (fingindo não desesperar) sei lá, pode ser que ele nunca chegue, enquanto não conseguirmos enxergar que na maioria das vezes o problema está dentro de nós mesmos e os outros não são a solução de nossas desventuras. Primeiro temos que nos curar, procurarmos nossa própria cura interior e daí sim buscarmos fazer e sermos felizes.

Carol Textor disse...

Gi escrevendo cada dia melhor!
Só preferia ler mais bons textos felizes, do que bons textos de angústia.
É claro, a vida não é feita só de textos cor-de-rosa.
Mas vamos tratar de colorir isso aí, e parar de perder tempo precioso se machucando... a vida é muitoooo efêmera!
Aninha

Lu´S disse...

eu tou com band-aid no coração e um sorriso nos labios..
que udo flua por aq.
bjos flor!!